Teerão vinca que navios devem seguir rotas pré-estabelecidas em Ormuz

Teerão vinca que navios devem seguir rotas pré-estabelecidas em Ormuz

As autoridades da República Islâmica do Irão declararam hoje que os navios que transitam pelo estreito de Ormuz devem respeitar as rotas preestabelecidas, após um cargueiro ter sido atacado na véspera por um projétil não identificado.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) --- órgão criado pelo Irão para gerir a navegação pelo estreito de Ormuz - alerta que a navegação de embarcações fora das rotas designadas não está coberta pela garantia de trânsito seguro, por seguros ou pelas responsabilidades decorrentes de tais situações", lê-se na rede social X.

"Quaisquer consequências resultantes de uma rota não autorizada serão de responsabilidade exclusiva do armador, do fretador e do capitão da embarcação", ainda segundo a mesma fonte.

Este alerta segue-se a um ataque ocorrido na quinta-feira contra um navio de carga com bandeira de Singapura ao largo da costa de Omã, num incidente que não fez vítimas e que o jornal americano The Wall Street Journal atribuiu à República Islâmica.

O jornal norte-americano noticiou que a Guarda Revolucionária Iraniana disparou contra a ponte de comando da embarcação, danificando-a, horas depois de alertar os navios para que não navegassem pelo estreito utilizando rotas não autorizadas pela nação persa.

Após o ataque, a Organização Marítima Internacional (IMO) anunciou uma pausa no plano de evacuação de navios do estreito de Ormuz --- uma iniciativa lançada dois dias antes para retirar 11.000 marinheiros que permaneciam retidos no golfo Pérsico.

A República Islâmica anunciou a reabertura do tráfego marítimo pelo estratégico estreito de Ormuz como parte de um memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos rumo à paz.

Porém, Teerão mantém a exigência de que os navios que continuem a notificar a Guarda Revolucionária para obter autorização.

Por outro lado, Omã anunciou na quarta-feira a criação de um "corredor marítimo temporário" para a passagem pelo estreito de Ormuz sem cobrança de taxas, em coordenação com a Organização Marítima Internacional (IMO) e sem o envolvimento de Teerão.

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